Vamos Lá Falar Verdade
No artigo posto em 20.09 com o título “Amaral Lopes Fala de Oeiras”, no fim do penúltimo parágrafo da primeira página afirma, e passo a citar:
“O problema é que não pode ser José Amaral Lopes a fazê-lo, não tem legitimidade política para tal”.
Quem tem? Você? Como? Porquê? Quem lha deu?? Em que conhecimentos filosóficos e políticos se baseia para fazer tal afirmação?
Passemos a analisar: Como já o afirmei anteriormente sou um dos militantes da Secção de Algés, que sabe o suficiente do seu percurso político, e a conclusão a que chego é que quem não tem legitimidade para nada, nem sequer para conspurcar o nome do PSD, cada vez que fala nele, é você.
Ouvi dizer que você aqui há uns anos atrás, no tempo em que ainda era militante do PSD, fez parte da assembleia de freguesia de Carnaxide. Lutou muito por esse lugar elegível, acho que bem acima na lista, mas quando não foi escolhido para o Executivo ficou muito aborrecido.
Como era um bom militante e cumpridor dos seus deveres, para com a população que o ajudou a eleger, depois de eleito, nunca lá pôs os pés, não dava satisfações, nunca o conseguiam localizar em sítio nenhum, e o PSD teve que lhe pedir que renunciasse ao lugar, para poder preenchê-lo com outro companheiro. Que lindo exemplo, não acha?? É só moralidade.
Ao fim de alguns anos de afastamento da militancia activa, regressa e fazia parte da Comissão Política que decidiu sobre o candidato à Câmara Municipal de Oeiras em 2005.
Quando esse assunto começou a ser abordado na Comissão Política, ouviu-se muitas vezes da sua boca, em conversas de café, e segundo parece até a membros da Comissão Política “A Lena está louca ao querer embarcar neste barco. Tem que haver ponderação” – São palavras suas.
Afirma mais adiante “José Amaral Lopes foi promotor de um almoço ....terão decidido apoiar Isaltino........num lugar de topo” e continua a contar um chorrilho de mentiras até ao fim do artigo.
A mentira é imoral e Você mente na afirmação que faz; Não sei se intencionalmente ou se também lhe mentiram a si. Mas eu sei a verdade e os verdadeiros militantes da Secção de Algés também a sabem por que eu ouvi como outros, todas as explicações que foram dadas pela Comissão Política e pelo Amaral Lopes sobre todos os procedimentos até à decisão tomada. Esta história está gasta.
Vamos lá, Deixem de Mentir. A mentira tem perna curta. O Futuro irá provar que quem tinha razão em todas as decisões tomadas era exactamente o Amaral Lopes.
Isto é que lhes custa a engolir, mas vá lá, bebam água mineral; talvez consigam!!!!
A Verdade dos Factos
1º Episódio – Em Maio ou Junho de 2004 ....... Estava o Amaral Lopes posto em sossego no Palácio da Ajuda, a desempenhar, e bem, o cargo de Secretário de Estado, e eis que recebe um telefonema de Isaltino Morais, seu ex-colega de Governo, a convidá-lo para almoçar, para se falar sobre Oeiras.
2º Episódio - O Amaral Lopes, que não joga na sombra, respondeu-lhe que uma vez que a conversa era sobre o PSD, achava bem que fosse também a Mª Helena Lopes da Costa (que nessa altura era Vice Presidente da CPS), e perguntou-lhe se via alguma coisa contra, ao que Isaltino respondeu que não.
3º Episódio – O Amaral Lopes telefonou à Maria Helena que logo se dispôs a ir e foi marcada a data do almoço.
4º Episódio – Ao Almoço o Isaltino diz que se vai candidatar à Câmara de Oeiras e pede o apoio da Secção de Algés. Oferece o nº2 da Lista à Maria Helena Lopes da Costa, dizendo-lhe que se ela aceitasse ser o nº 2, abandonaria a Câmara ao fim de um ano, e ela seria a PRESIDENTE da CMOeiras. Convidou também o Amaral Lopes para integrar a lista porque o que ele queria era o apoio do PSD SECÇÃO DE ALGÉS.
O Amaral Lopes não se comprometeu com nada, repito e que fique claro de uma vez por todas, até porque tinha que transmitir à restante Comissão Política toda esta conversa. A decisão não seria só dele, mas sim da CPolítica. E Fê-lo, contra a vontade da Mª Helena , porque ela defendia que não se devia discutir o assunto com a CPS, deviam manter sigilo sobre o assunto e aguardar novos desenvolvimentos. A decisão seria tomada conforme lhes desse mais jeito, achava ela, e posteriormente comunicada à CPSecção como um facto consumado; ela argumentava que Santana Lopes, então presidente do partido, assim o determinava.
A CP Secção enganada com estes argumentos, contrariados ou não, teriam que aceder aos seus intentos. Mentia com uma total falta de respeito pelos seus companheiros de Comissão Política e pelo Presidente.
Argumentava também que havia questões políticas mais prementes para tratar:
O Governo do PSD não ía bem, previa-se que a qualquer momento podia caír, como aliás veio a acontecer. Lembro-lhe que Helena Lopes da Costa era Vice (imcompetente) ao Cubo – VicePresidente da CPS Algés, Vice-Presidente da CPDistrital de Lisboa e Vice-Presidente da CP Nacional. (Segundo parece para conseguir manter a vice-presidência da Comissão Política Nacional, chorou, chorou muito, “amoleceu o coração de Santana Lopes”. Parece que muitos não queriam lá, mas Santana cedeu, em má hora)
Você tem memória muito curta. Como membro da CPS também não achava ser aconselhável o apoio a Isaltino Morais.
Quero lembrar-lhe que as Autárquicas foram em Outubro de 2005.
5º Episódio – O Governo PSD cai. Santana Lopes regressa à CMLisboa.
Começa o Folhetim Helena Lopes da Costa Versus Câmara Municipal de Lisboa.
Aqui, Helena Lopes da Costa começa a tentar convencer Amaral Lopes que Santana Lopes a achava indispensável na lista de Lisboa e que então teria que ser ele a avançar para a Lista de Oeiras. Mas também só se daria conta disto a Isaltino, “na hora certa”. Agora era cedo.
Esta Telenovela Merece um Outro Desenvolvimento
6º Episódio – O que ninguém sabia era que as conversas e encontros com toda a máquina que estava a ser montada já por Isaltino Morais a preparar o arranque da sua campanha foram muitas. Fizeram-se muitas reuniões e encontros entre os dois, e tudo ficou alinhavado e pronto para na altura certa se dar o golpe de misericórdia na CPS Algés.
7º Episódio – Santana Lopes quando soube de todo este enredo ficou furioso, segundo penso saber, e Helena ficou com uma batata a ferver nas mãos, e mais uma vez tentou “usar” o Amaral Lopes, passando-lhe a “Bola de Fogo” para as mãos.
8º Episódio – Helena Lopes da Costa, ao perceber que nunca faria parte novamente das listas de Vereação de Lisboa (Coisa que ela dava anteriormente como certa e por isso não lhe interessou explorar a proposta de Isaltino), começa então a negociar com o Isaltino o apoio da Secção de Algés, afirmando-lhe que não devia preocupar-se, porque isso lhe garantia ela.
Toda a Comissão Política desconhecia “esta negociata”, incluindo o Amaral Lopes.
9º Episódio - Ela não contava foi com a substituição do Presidente do Partido.
Marques Mendes ela não conseguia enganar. Então e agora?? Havia que apostar tudo na Câmara de Lisboa. Santana Lopes era fácil de levar à certa, pensava ela, então tinha que ser tirado Marques Mendes da Presidência do Partido, ele não podia lá chegar. Maria Helena decide então apoiar Luís Filipe Meneses. Era a sua última oportunidade para levar à certa os seus intentos.
10º Episódio –Congresso Nacional
Um pequeno aparte sobre o apoio a Luís Filipe Meneses: Um dos argumentos que ela usava para convencer os membros da CPS a darem o apoio a Luís Filipe Meneses era e vou citar “O homem fica lá no Porto, não nos chateia, vai sabendo o que se passa por nós e entretanto nós cá em Lisboa vamos trabalhando e seguindo com aquilo que nos dá jeito, Ah! Ah! Não acham?? Ah, Ah, Ah. Já se preparava para atraiçoar outro e servir-se dele.
Sobre o apoio à candidatura de Luís Filipe Meneses é outra Telenovela tipo Mexicana. Ficará para outra oportunidade.
11º Episódio – Marques Mendes ganha o Congresso e Meneses perde e lá fica ela novamente perdida. Então e agora quem vou eu enganar?? Pergunta ela a si própria.
12º Episódio - Começa o Folhetim Helena Lopes da Costa Versus Câmara Municipal de Lisboa.
Este folhetim também merece ser tratado em pormenor. Tem partes de ir às lágrimas!!!!
13º Episódio – Começa então a inteligente “donzela....”a somar 2+
Por um lado luta para que seja Santana o Candidato e Lisboa e quando vê que essa não é já uma solução credível, “oferece-se” a Carmona para o apoiar, chega quase a pedir por favor, com a esperança de ainda conseguir enganar mais um, e ficar em Lisboa.
Por outro lado, continua a lutar pelo apoio a Isaltino Morais
Ordena a 2 ou 3 “assalariados”, a quem tinha arranjado emprego na Câmara Municipal de Lisboa, e que dela dependiam para receber o ordenado ao fim do mês, que votassem com ela na CPSecção o apoio à candidatura de Isaltino Morais.
Prepara as espingardas e apresenta-se numa reunião da CPolítica, cuja ordem de trabalhos não era sequer essa, põe o assunto em cima da mesa, quer obrigar a que se tomasse uma decisão por votação, e perdeu.
A Maioria da Comissão Política decidiu que não tomava decisões precipitadas, que o assunto tinha que ser analisado e discutido antes de se tomarem decisões. De acordo com o que tinha sido aprovado no Congresso, e a não ser que Oeiras fosse considerada excepção às orientações aprovadas para escolha dos candidatos, a candidata à Câmara Municipal de Oeiras seria Teresa Zambujo
14º Episódio – A Comissão Política deliberou
1- pedir uma reunião à Comissão Política Nacional
2- solicitar à Nacional que fossem encomendadas sondagens
3- discutir com a Nacional as deliberações que tinham sido aprovadas no congresso sobre a escolha dos candidatos.
15º Episódio – Gritos e ranger de dentes, falta de respeito na forma como manifestavam o seu desagrado pela deliberação. A Helena Lopes da Costa a receber insistentes chamadas de Isaltino, perguntando-lhe como estavam a correr as coisas, porque estava a demorar muito - ela tinha-o convencido que “aquilo ía ser trigo limpo, farinha amparo”.
Aqui, segundo me contaram, você foi moderado e tombava mais para o não.
O que o fez mudar? O prometimento também de um lugar de vereador??
Quem não tem legitimidade para quê????
16º Episódio – O Amaral Lopes terminou a reunião dizendo que a reunião na Nacional seria com a presença de toda a Comissão Política e que assim que tivesse conhecimento da data informaria para poderem estar presentes.
Os “ditos” vociferaram e insultaram até a Comissão Política Nacional, dizendo que não se dariam ao trabalho de lá ir, que eles não percebiam nada do que estavam a fazer, que o PSD ía perder as eleições em Oeiras e no País. Marques Mendes teria que dar contas a seguir pelos maus resultados autárquicos no País.
“O que interessa é ganhar a qualquer custo, esteja em causa o que esteja. Isto vai dar tudo em nada. “O Homem” (leia-se Isaltino) acaba por se safar e quem perde é o PSD. Eu não quero ser conivente com esta decisão. Não ponho os pés na Nacional. Não quero saber nada disso.” – Palavras textuais de Helena Lopes da Costa.
Levantou-se, saíu e levou consigo a “sua côrte”; segundo parece foram ter com Isaltino a Carnaxide.
17º Episódio – Foi solicitada a reunião à Nacional.
18º Episódio – Fez-se a reunião na Nacional. Foram solicitadas sondagens.
19º Episódio – Durante este período tanto a Helena Lopes da Costa como o próprio Isaltino Morais convidaram membros da CPolítica para um café, fizeram-lhes vários telefonemas para os convencer a voltar atrás na decisão.
20º Episódio – Foi feita nova reunião da CPolítica tendo esta já na sua posse estudos de opinião sobre a possível candidatura de Teresa Zambujo. Os resultados das Sondagens no entanto não estavam ainda disponíveis. Mais uma vez Helena Lopes da Costa, acompanhada da sua corte, queria porque queria, que fosse tomada uma decisão final. A Comissão Política deliberou aguardar os resultados das sondagens encomendadas.
21º Episódio – Mais uma vez se assistiu a uma gritaria.
Aqui já você vociferou também, segundo me contaram.
Como? – disse eu – Não acredito. O Nuno???
Mas parece que foi verdade, assistiu-se a uma total falta de respeito pelo partido, pelos outros, demonstrando uma falta de ética, de princípios, de desrespeito total pelo direito e liberdade que todos devem ter de ter uma opinião própria, demonstrando sem qualquer equívoco que estavam muito atrapalhados por ter prometido a Isaltino o que não podiam prometer. Quem prometeu foram V.Exªas, Sr Nuno, não foi mais ninguém.
A Comissão Política é um órgão Colegial e Vivemos em democracia. Não Estamos já no tempo dos “caciques” de baixo nível.
22º Episódio – Foi agendada nova reunião.
23º Episódio – Já com toda a informação recolhida a CP reuniu. Foi analisada toda a situação. As sondagens demonstravam que a Dra Teresa Zambujo tinha condições de ganhar a Câmara. O Amaral Lopes quis ouvir toda a Comissão Política. Todos os que quiseram defenderam as suas ideias.
Assistiu-se novamente a uma cena digna de um filme de Fellini. Os defensores do Apoio à candidatura de Isaltino Morais depois de defenderem as suas ideias, partiram para a ignorância total de qualquer regra, raiando mesmo a má educação, a grosseria torpe, a total falta de respeito.
O Presidente e a restante CPolítica que tinham tido a coragem de discutir e analisar a questão sem seguir que nem carneiros a “ordem” daquela que se achava “Dona e senhora” de todos, limitaram-se a ouvir tudo e a nada ripostar. Foram até ofendidos.
Assiste-se de seguida a um ataque pessoal a Amaral Lopes, cheios de raiva. Eu penso que mais uma vez, Helena Lopes da Costa os incendiou contra Amaral Lopes, propositadamente para que estas cenas acontecessem. Se calhar pensava que ele se amedrontava com ameaças torpes e recuava. Não funcionou. Ninguém teve medo.
Eu no lugar deles não sei se me teria segurado, sem assentar 2 murros bem dados a 2 ou 3 daqueles meninos.
Depois de toda a onda de insultos e sem sequer lhes responder o Amaral Lopes pôs a Proposta à votação. Foi votada por Voto Secreto.
A Proposta foi Recusada por maioria :
7 Votos a favor da Proposta da Helena Lopes da Costa
8 Votos contra a Proposta da Helena Lopes da Costa
24º Episódio – Quando se verificaram os resultados da votação assistiu-se a mais uma sessão do mais baixo que há de falta de tudo. Nem encontro adjectivos no dicionário da língua portuguesa, que é tão rica, para qualificar os diversos comportamentos quando verificaram que tinham perdido.
Houve mesmo provocações que podiam ter levado à confrontação física.
A “linda donzela” Helena Lopes da Costa, completamente descomposta, tal era a fúria gritou todo o fel que tinha dentro, disse que iria apoiar a candidatura de Isaltino Morais contra a decisão do Partido, e apoiou, não queria ter nada a haver com aquela Comissão Política, nunca mais lá punha os pés, e não pôs, não reconhecia as decisões hierárquicas do partido, porque não reconhecia capacidade a tal hierarquia, e tudo fez posteriormente durante a campanha autárquica para confirmar estas suas declarações.
Os membros da Comissão Política que votaram Não, tiveram muita coragem.
Parece-me Nuno que Você a secundou nestas declarações, não foi?? Diga lá. Mas diga a verdade, tábém??
25º Episódio – Ainda não estava tudo perdido para eles. Foram tentando tudo. A Helena Lopes da Costa estava desesperada. Os seus apaniguados também.
26º Episódio – Perderam em todos os campos. A candidata pelo PSD à CMOeiras é Teresa Zambujo.
27º Episódio – Folhetim Listas da CM Oeiras
Helena Lopes da Costa para ser a nº 2 da lista do Isaltino corria o risco de ser expulsa. Isso não lhe dava jeito. Se o Luís Filipe Meneses, que ela decidiu apoiar ganhasse a liderança do partido ela ganhava mais, mas para isso tinha que estar cá dentro.
Recua. Já não quer ficar nas listas. Não arrisca. Quem lá fica?? Todos os burros que ela empurrou e acreditaram no seu cantar de “sereia”. (Ó Nuno, de sereia tem já pouco, não acha??)
Volta à Guerra da lista da vereação de Lisboa. Ofereceu-se de todas as formas. Não teve sorte. Ficou de Fora. (A meu ver muito bem, não só pela sua incompetência, mas também pela sua falta de escrúpulos).
28º Episódio – Amaral Lopes é convidado para a lista de candidatura à Câmara Municipal de Oeiras, sem saber sequer em que lugar ficará, aceita.
29º Episódio – Amaral Lopes está no Algarve de férias e deixa o termo de aceitação para a Candidatura à Câmara de Oeiras assinado e entregue na Secção.
30º Episódio – Recebe um telefonema no Algarve para vir a uma reunião em Lisboa.
31º Episódio – Vem. É convidado para a Lista da Vereação da Câmara Municipal de Lisboa. Diz ao Partido que ficará onde entenderem que será mais útil ao Partido.
32º Episódio – O Partido entendeu que deveria ficar na Lista de Lisboa. Dá conhecimento a Teresa Zambujo.
33º Episódio – O Amaral Lopes aceitou. Ficou na Lista da Câmara Municipal de Lisboa. Foi Eleito. É Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa.